A Associação Brasileira de Enologia alterou o regulamento da Avaliação Nacional de Vinhos para facilitar a participação de pequenas vinícolas na edição dedicada à safra 2024. A principal mudança está no volume mínimo exigido para os lotes inscritos.
Vinícolas que processam até 100 mil quilos de uva passaram a poder inscrever amostras provenientes de lotes mínimos de 2 mil litros. Empresas que processam entre 100 mil e 1 milhão de quilos podem participar com lotes a partir de 3 mil litros.
A alteração procura acompanhar uma produção brasileira cada vez mais diversa, na qual pequenos projetos e novas regiões ganharam relevância.
Evento volta a ser totalmente presencial
A edição de 2024 também marca o retorno ao formato 100% presencial depois de quatro edições híbridas. O encontro foi marcado para 19 de outubro, em Bento Gonçalves.
A Avaliação não funciona como um concurso tradicional. Em vez de distribuir medalhas, seleciona uma parcela das amostras consideradas representativas da safra e apresenta 16 delas numa grande degustação pública.
Mapa do vinho brasileiro se amplia
A organização passou a receber amostras de diferentes estados e sistemas de produção. Isso inclui regiões de clima subtropical no Sul e projetos de colheita em épocas distintas no Sudeste e Nordeste.
A redução dos lotes mínimos reconhece que escala não é sinônimo de relevância técnica. Ao abrir espaço para produtores menores, a edição de 2024 busca construir uma fotografia mais ampla da vitivinicultura nacional.



