InícioMercadoVinhedos Premier Cru da Borgonha registram preços milionários por hectare

Vinhedos Premier Cru da Borgonha registram preços milionários por hectare

O preço de vinhedos classificados como Premier Cru na Borgonha continuou a se destacar no mercado francês de terras vitícolas em 2025. Dados da agência Safer, divulgados em reportagem da Decanter em maio de 2026, apontam que o hectare de Chardonnay Premier Cru na Côte-d’Or alcançou preço médio de € 2,7 milhões.

O movimento também aparece nas áreas de Pinot Noir Premier Cru, cujo preço médio chegou a € 1,15 milhão por hectare, após valorização de 11%. São números referentes a categorias e localizações específicas, e não uma cotação uniforme para todas as propriedades da Borgonha.

Uma exceção em um mercado pressionado

A valorização contrasta com o comportamento de outras regiões francesas. Excluída Champagne, os preços de vinhedos na França recuaram 6,8%, segundo os dados apresentados na reportagem. O contraste revela a distância entre ativos vitícolas de reputação consolidada e áreas que enfrentam condições comerciais menos favoráveis.

A classificação Premier Cru identifica parcelas reconhecidas dentro de uma hierarquia de origem. Na Côte-d’Or, a disponibilidade restrita dessas terras, combinada à procura por propriedades de prestígio, ajuda a explicar por que seu valor patrimonial pode seguir trajetória diferente da média nacional.

Preço da terra não é preço da garrafa

O custo de aquisição de um hectare não deve ser confundido com o preço de venda dos vinhos produzidos nele. A rentabilidade de um domínio depende de fatores como rendimento da vinha, despesas de cultivo, vinificação, comercialização e condições de cada safra.

Tampouco se pode deduzir que todos os proprietários realizaram negócios nesses valores. Médias de mercado sintetizam transações e avaliações de grupos determinados de imóveis; não representam uma oferta de compra disponível a qualquer interessado.

O levantamento reforça a singularidade econômica de certas denominações da Borgonha. Mesmo em um cenário de menor demanda em segmentos do vinho, terras com classificação valorizada continuam a atrair atenção como ativos escassos e associados a uma reputação internacional.

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