Um vinho natural foi escolhido para integrar as celebrações da reabertura da Catedral de Notre-Dame, em Paris, cinco anos depois do incêndio que destruiu parte do monumento.
A escolha chamou atenção por colocar um estilo associado a pequenos produtores e mínima intervenção dentro de um evento de enorme peso simbólico para a França.
Vinhos naturais não possuem uma definição universal única em todos os mercados, mas normalmente são associados a uvas cultivadas com práticas orgânicas ou semelhantes e a intervenções reduzidas na adega.
Vinho e cerimônia têm relação histórica
O vinho possui papel antigo em celebrações religiosas cristãs e também aparece na cultura francesa como produto agrícola e gastronômico.
A presença de um rótulo contemporâneo na reabertura cria um contraste interessante entre um monumento medieval e uma das correntes mais discutidas do vinho atual.
Natural deixou de ser nicho invisível
Nas últimas décadas, bares, restaurantes e lojas especializados ajudaram a ampliar a circulação de vinhos de baixa intervenção. Paris tornou-se um dos centros dessa cultura.
A escolha para Notre-Dame não encerra as discussões técnicas sobre a categoria, mas mostra o quanto ela ganhou visibilidade. O que durante muito tempo esteve restrito a círculos alternativos passou a aparecer em alguns dos eventos mais simbólicos da gastronomia e cultura francesas.



