Dados divulgados pela OIV em abril mostraram que o consumo global de vinho havia recuado para níveis não vistos desde o início dos anos 1960.
Inflação, perda de poder de compra e mudanças de hábito em mercados tradicionais ajudam a explicar uma tendência que já vinha se formando havia anos.
Por que o assunto importa para o vinho
O dado reforça uma mudança estrutural: o setor não pode mais contar apenas com crescimento de volume e precisa disputar ocasiões de consumo, valor agregado e novos públicos.
O episódio também ajuda a entender um setor que atravessa mudanças simultâneas em consumo, clima, custos, comércio e comportamento do consumidor. Mais do que um fato isolado, consumo mundial de vinho cai para o menor nível em mais de seis décadas entra em uma sequência de movimentos que vem obrigando produtores, regiões e comerciantes a rever estratégias.
O que observar a partir daqui
Os efeitos concretos dependem da evolução do mercado e das decisões tomadas pelos agentes envolvidos. Para o consumidor, vale acompanhar como essas mudanças chegam aos preços, à disponibilidade de rótulos e às escolhas de produção. Para o setor, 2025 reforçou que tradição e capacidade de adaptação passaram a caminhar lado a lado.



