A etapa mais técnica da Avaliação Nacional de Vinhos começou em 3 de setembro, em Bento Gonçalves. Noventa enólogos foram convidados para analisar às cegas as 478 amostras inscritas na edição dedicada à safra 2024.
As degustações se estenderam por quatro dias. Os profissionais avaliaram características visuais, aromáticas e gustativas sem conhecer a identidade das vinícolas responsáveis por cada amostra.
Os vinhos haviam sido coletados diretamente nas empresas por equipes da Associação Brasileira de Enologia, seguindo um procedimento padronizado.
Seleção procura representar a safra
A Avaliação não tem como objetivo escolher um único vencedor. A proposta é identificar o grupo de vinhos que melhor representa a colheita e oferecer uma leitura técnica do estágio da produção brasileira.
Depois das notas, 30% das amostras são classificadas como representativas. Entre elas, 16 são escolhidas para a degustação pública de outubro.
Vinhos ainda estão em formação
Uma particularidade é que muitos vinhos avaliados ainda não chegaram ao mercado. Alguns permanecem em tanque ou barrica e podem passar por novas etapas antes do engarrafamento.
Isso transforma a degustação em uma fotografia precoce da safra. Para os profissionais, o exercício exige avaliar potencial e qualidade em vinhos que nem sempre estão completamente prontos. O resultado final seria apresentado a 800 participantes em Bento Gonçalves.



