A estimativa para a produção francesa de vinho em 2024 voltou a cair em setembro. Chuvas frequentes, míldio, problemas de floração e outros eventos climáticos reduziram o potencial de colheita em diferentes regiões.
Borgonha e Vale do Loire estavam entre as áreas que registravam pressão significativa de doenças. A umidade prolongada criou condições favoráveis ao míldio e tornou o manejo dos vinhedos mais difícil.
A revisão confirmou que a safra seria menor do que a de 2023 e também ficaria abaixo de médias recentes.
Doença pressiona custos e rendimento
Controlar míldio exige intervenções no momento correto. Quando a chuva é frequente, tratamentos podem ser lavados e o acesso de tratores às parcelas se torna mais complicado.
Além da doença, episódios de geada, granizo e floração irregular afetaram determinadas zonas. O resultado nacional é a soma de realidades bastante diferentes.
Colheita menor não resolve todos os problemas
A França também enfrenta excesso de produção em alguns segmentos, o que poderia sugerir que menor volume seria positivo. Para o viticultor individual, porém, perder uvas para doença significa menor faturamento sem redução proporcional dos custos.
A safra de 2024 reforça essa contradição. O país precisa ajustar a oferta em determinadas regiões, mas ao mesmo tempo proteger produtores contra perdas climáticas que atingem propriedades de maneira desigual.



