Pesquisadores apresentaram novos avanços no tratamento de vinhos afetados por fumaça de incêndios florestais. O objetivo é remover ou reduzir compostos que podem gerar aromas desagradáveis depois que as uvas são expostas à fumaça no vinhedo.
O chamado smoke taint se tornou uma preocupação importante em regiões como Califórnia, Oregon, Washington, Austrália e partes do Chile. Mesmo sem contato direto com o fogo, uvas podem absorver compostos voláteis transportados pelo ar.
Parte dessas substâncias se liga a açúcares dentro da fruta e pode permanecer pouco perceptível inicialmente, tornando-se evidente durante fermentação ou envelhecimento.
Remover o defeito sem remover o vinho
O grande desafio dos tratamentos é seletividade. Técnicas muito agressivas podem retirar os compostos de fumaça, mas também eliminar aromas e componentes desejáveis.
Pesquisas testam adsorventes, membranas e outros processos para separar moléculas específicas. A eficácia depende do nível de contaminação e do estilo do vinho.
Prevenção e correção avançam juntas
Outra linha de pesquisa procura proteger as uvas ainda no vinhedo com revestimentos capazes de reduzir a absorção dos compostos.
A frequência de grandes incêndios transformou um problema ocasional em tema estratégico para algumas regiões produtoras. Conseguir medir, prevenir e eventualmente corrigir smoke taint pode significar salvar uma safra que, poucos anos atrás, teria valor comercial severamente comprometido.



