A França reduziu novamente sua previsão para a produção de vinho de 2024 em outubro, confirmando uma das safras mais difíceis dos últimos anos em várias regiões. Chuvas, doenças fúngicas, geadas e problemas de floração afetaram o rendimento.
As revisões sucessivas começaram ainda durante o verão europeu. À medida que a colheita avançou, tornou-se possível medir com maior precisão as perdas provocadas pelo míldio e por condições meteorológicas desfavoráveis.
Regiões como Champagne, Borgonha, Loire e partes de Bordeaux registraram dificuldades, embora a intensidade variasse entre áreas e produtores.
Quantidade e qualidade não são a mesma coisa
Uma safra pequena não significa necessariamente vinhos ruins. Parcelas que mantiveram boa sanidade podem produzir uvas de qualidade, e seleção rigorosa permite separar frutos comprometidos.
O problema econômico é que menor rendimento aumenta o custo por garrafa. Para propriedades que já investiram em tratamentos e mão de obra, colher menos reduz a capacidade de diluir despesas.
Clima domina calendário de 2024
A temporada francesa reuniu vários dos riscos clássicos da viticultura em um mesmo ano. O excesso de umidade favoreceu doenças, enquanto eventos localizados de geada e granizo adicionaram perdas.
A revisão de outubro transformou em números o que produtores vinham observando no campo. A safra 2024 entraria para a história recente da França mais pela dificuldade de cultivo do que pela abundância.



