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Brasil leva diversidade de quatro estados à Wine Paris 2026

A presença brasileira na Wine Paris 2026 foi construída para mostrar que o vinho nacional já não pode ser resumido a uma única região. Oito vinícolas participaram da feira realizada entre 9 e 11 de fevereiro, reunindo produtores de quatro estados e diferentes condições de cultivo.

Do Sul ao Vale do São Francisco

A missão reuniu Aurora, Bárbara Eliodora, Casa Almeida Barreto, Casa Valduga, CRS Brands, Verano Brasil, Miolo e Salton. Rio Grande do Sul permaneceu como principal origem da delegação, mas São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco ampliaram a diversidade apresentada aos compradores internacionais.

Essa composição é importante para a imagem do país. A Serra Gaúcha continua sendo referência histórica e produtiva, mas a vitivinicultura brasileira também se desenvolveu em áreas de altitude no Sudeste e em condições tropicais no Vale do São Francisco.

Uma feira voltada a negócios

Wine Paris se consolidou rapidamente como um dos grandes encontros profissionais do setor. Importadores, distribuidores, sommeliers, compradores e produtores utilizam o evento para construir relações comerciais e acompanhar tendências.

Para o Brasil, participar coletivamente reduz parte da dificuldade de entrar em mercados onde a origem ainda é pouco conhecida. O Wines of Brazil, projeto do Consevitis-RS com a ApexBrasil, utiliza a feira como plataforma para apresentar o país e aproximar vinícolas de potenciais clientes.

Diversidade como argumento

Entre os temas levados à feira estavam diferentes terroirs brasileiros e produtos de menor teor alcoólico. Essa variedade permite ao país escapar de uma narrativa baseada em um único estilo. Espumantes continuam sendo uma das categorias mais reconhecidas, mas vinhos tranquilos e novas regiões ampliam o portfólio.

Para compradores estrangeiros, compreender essa diversidade é parte do desafio. A distância entre Bento Gonçalves e o Vale do São Francisco representa não apenas milhares de quilômetros, mas modelos de viticultura muito distintos.

Presença precisa virar continuidade

Feiras internacionais geram contatos, mas o resultado depende do que acontece depois. Exportação exige importador, logística, preço competitivo, regularidade de fornecimento e investimento em construção de marca.

A participação de 2026 reforça uma estratégia de continuidade. Mais do que aparecer pontualmente em Paris, o desafio brasileiro é transformar curiosidade por uma origem menos conhecida em pedidos recorrentes e presença permanente nos mercados internacionais.

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