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Exportações francesas de vinhos e destilados caem ao menor volume em pelo menos 25 anos

A França encerrou 2025 com o menor volume de exportações de vinhos e destilados em pelo menos 25 anos. Segundo a FEVS, entidade que representa exportadores do setor, os embarques recuaram 3% e somaram 168 milhões de caixas, enquanto o valor caiu 8%, para €14,3 bilhões.

Terceiro ano de pressão

O resultado prolonga uma sequência difícil para uma das cadeias exportadoras mais simbólicas da França. O setor, tradicionalmente apontado entre os maiores geradores de receita externa do país, caiu para a terceira posição, atrás de aeroespacial e cosméticos.

A queda não pode ser atribuída a uma única causa. Menor consumo mundial, tensões comerciais e valorização do euro afetaram competitividade em diferentes mercados.

Estados Unidos e China pesaram

Os Estados Unidos continuaram sendo o maior destino, mas as vendas francesas ao país caíram fortemente. Na China, restrições e medidas antidumping atingiram especialmente o Cognac e outras bebidas.

Esses dois mercados têm enorme importância para produtos franceses de maior valor. Quando ambos enfrentam obstáculos simultaneamente, o impacto atravessa Champagne, Cognac e diferentes regiões vinícolas.

Europa oferece algum equilíbrio

As exportações dentro da Europa mostraram maior estabilidade e houve avanços em mercados específicos, como o Reino Unido. Ainda assim, o desempenho regional não foi suficiente para compensar as perdas nos principais destinos externos.

O cenário reforça uma tendência observada em diversos países produtores: exportar deixou de ser uma válvula de escape automática para excesso de produção doméstica, porque a demanda internacional também enfrenta dificuldades.

2026 começa sem garantia de recuperação

Acordos comerciais com Mercosul e Índia são vistos como oportunidades, mas novos mercados levam tempo para atingir escala. Ao mesmo tempo, disputas tarifárias podem continuar afetando destinos consolidados.

Para a França, o desafio não é apenas recuperar volume. O setor precisa preservar valor em categorias que dependem de origem, reputação e posicionamento premium. O resultado de 2025 mostra que nem mesmo os nomes mais tradicionais estão imunes à transformação do consumo mundial.

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